Regenerative Wine Fest a 16 de Maio na Herdade das Servas [Evento em Agenda]
Estremoz volta a receber o Regenerative Wine Fest, um evento onde o pingolê encontra a agricultura regenerativa, a gastronomia e as boas conversas.
5/11/20263 min read


O Regenerative Wine Fest regressa a 16 de maio à Herdade das Servas, no Alentejo, para a terceira edição e promete um dia inteiro dedicado à viticultura regenerativa, com conversas, provas de pingolê e boa comida.
É daqueles planos que começam com “vou só ver como é” e acabam com “Olha, afinal fiquei o dia todo e ainda trouxe uma garrafa para pensar melhor em casa”.
Regenerativo, no contexto do pingolê, não é só “ser sustentável” ou “fazer menos mal”.
É dar um passo à frente e tentar melhorar ativamente o ecossistema onde a vinha está inserida. Ou seja, não é só não estragar, é deixar melhor do que estava.
Na prática, isto significa coisas como, usar menos químicos (ou nenhuns), manter o solo vivo e fértil, promover biodiversidade (mais plantas, insetos, vida à volta da vinha) e trabalhar a terra de forma a que ela se regenere naturalmente.
No primeiro debate do dia, especialistas colocam a teoria frente a frente com o que já está a acontecer no terreno, numa espécie de “vamos lá ver se isto funciona mesmo ou se é só marketing de iluminados”.
Depois, as Conversas de Campo levam os participantes para a vinha, onde se vê de perto como estas práticas impactam o solo, as plantas e, claro, o que acaba no copo.
Porque um bom pingolê começa muito antes de ser servido, e às vezes o segredo não está na adega mas debaixo dos nossos pés, naquele chão que normalmente ignoramos como se fosse só um acessório.
Pelo meio há almoço assinado pelo chef Ricardo Gonçalves, com produtos regenerativos e espírito descontraído, porque ninguém salva o mundo de garfo tenso na mão.
E convenhamos, discutir o futuro da agricultura com fome é meio caminho andado para más decisões.
Durante a tarde discute-se quem paga esta mudança toda, porque a transição não se faz só com boas intenções, e voltam as visitas ao campo antes de um final com música, convívio e mais pingolê.
É aquele momento em que as ideias já estão mais leves, os copos também, e toda a gente percebe um bocadinho mais de agricultura do que de manhã.
Para quem quiser prolongar a experiência, há ainda um jantar vínico no Legacy Winery Restaurant, onde os produtores apresentam os seus pingolês à mesa, sem filtros e sem discursos complicados.
É basicamente a oportunidade de ouvir quem faz o pingolê explicar o que está no copo, enquanto nós fazemos o mais importante que é provar e apreciar.
Ao longo de todo o evento, será também possível conversar e provar os vinhos dos 15 produtores associados à iniciativa: Adega Mayor (Alentejo), Família Nicolau Wines (Lisboa), Herdade das Servas (Alentejo), Herdade dos Grous (Alentejo), Monte da Raposinha (Alentejo), ODE Winery (Tejo), Paulo Coutinho (Douro), Pupa Vinhos (Alentejo), Quinta da Costa do Pinhão (Douro), Quinta da Covela - Lima & Smith (Vinhos Verdes), Reynolds Wine Growers (Alentejo), Tapada de Coelheiros (Alentejo) e Vale dos Ares (Vinhos Verdes), Fita Preta (Alentejo) e Quinta de Adorigo (Douro).
Os bilhetes já estão disponíveis no site https://www.regenerativewinefest.pt com o acesso ao evento a custar 20 euros e a opção com jantar, 65 euros.
Um dia que mistura aprendizagem, convívio e aquele tipo de conhecimento que dá sempre jeito numa conversa de amigos.
No fundo, é um evento para beber pingolê, sim, mas também para perceber de onde ele vem e porque é que isso importa mais do que nunca.
Porque no fim do dia, todos gostamos de um bom copo, mas sabe ainda melhor quando percebemos a história que lá vai dentro.
Agora.
Se me permitem.
Eu já volto.
Vou só abrir outra.


